| Conteúdo para Redes Sociais | A psicanálise dos Cosplays
- isabellesandi
- 9 de abr. de 2022
- 1 min de leitura
Atualizado: 7 de jan. de 2023
Texto publicado na página do Instagram da SBPdePOA.
Post simples | Arte: Grabriela Benvegnu

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Na língua japonesa, a palavra otaku corresponde a um tratamento impessoal de distanciamento que os japoneses utilizam quando precisam dirigir-se a alguém sem, contudo, desejar aprofundar a relação travada, preferindo ficar fechados em casa.
Porém, esta mesma palavra ganhou um novo significado no universo "nerd", para definir as pessoas que se interessam pela cultura pop japonesa, em especial os animes (desenhos animados) e mangás (histórias em quadrinhos). E foi desta paixão que nasceu o Cosplay: um hobby onde os participantes se fantasiam de personagens fictícios da cultura pop japonesa.
Mas o que isso tem a ver com a psicanálise?
A cultura japonesa é conhecida por sua forma rígida e conservadora de educar e criar comunidades. Pela própria constituição histórica, esse povo necessitou muito cedo do mecanismo de coesão grupal. Porém, proporcionou a preponderância total do grupo sobre o indivíduo numa sociedade fechada.
Como forma de expressão do EU, o fenômeno psicossocial dos Otakus no Japão refere-se a uma forte busca pela autonomia independente, não expressa de forma natural e espontânea fora dos grupos de Cosplays.
A escolha dos personagens nunca é ao acaso, mas sim a partir de uma forte conexão com a estória não distante da sua própria realidade, o que faz nascer não apenas uma admiração pelo personagem, mas um sentimento de vínculo com a sua jornada.
Se por um lado, a cultura dos Cosplays soa como uma fuga da realidade, existe um favorecimento do individualismo.
Ou seja: ela expressa o "EU", representado em figuras animadas, dentro de uma sociedade fechada e rígida, que dificulta a expressão do sujeito.





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